domingo, 11 de março de 2012

Trem descarrila em Guaramirim, no Norte de Santa Catarina

11/03/2012 | 13h09


Vagões transportavam soja de Maringá (PR) para o porto de São Francisco do Sul (SC)

Trem descarrila em Guaramirim, no Norte de Santa Catarina Lucio Sassi/Agencia RBS
Quatro dos 75 vagões descarrilaram, derrubando a carga de soja que ia para São Francisco do Sul
Foto: Lucio Sassi / Agencia RBS

Áurea J. Arendartchuk

Quatro vagões de um trem carregado com soja descarrilaram na madrugada deste domingo no Centro de Guaramirim, no Norte de Santa Catarina. O trem, composto de 75 vagões, que pertence à empresa América Latina Logística (ALL), saiu de Maringá, no Paraná, e tinha como destino o porto de São Francisco do Sul. Ninguém se feriu no acidente. 
Até as 9h deste domingo, quatro ruas da cidade estavam com o trânsito interrompido por causa do tombamento dos vagões e o vazamento da carga de soja nas passagens de nível. A linha foi desobstruída para passagem de outros trens por volta do meio-dia.
Os trabalhos para retirada da carga de mais de 200 toneladas de soja que se espalharam no trilho e leito da ferrovia começaram às 13h e devem seguir até a tarde de segunda-feira. Já os quatro vagões que descarrilaram e que estão às margens da ferrovia também devem ser retirados só nesta segunda. A América Latina Logística abriu uma investigação para apontar as causas do descarrilamento.
O bombeiro Joannes Spezia escutou o barulho do descarrilamento quando trabalhava de plantão na corporação dos bombeiros voluntários de Guaramirim neste domingo por volta de 00h40. Segundo ele, logo após o acidente, a Polícia Militar e os bombeiros de Guaramirim isolaram o local para evitar acidentes com motoristas que usam as passagens de nível, já que o trem passa no Centro de Guaramirim. Joannes conta que a carga de soja se desprendeu dos vagões cerca de três horas após o acidente.
Segundo Acir Gonçalves, fiscal operacional de patrimônio da empresa Gersepa, que presta serviços para a América Latina Logística, cerca de 20 funcionários da empresa Concerg, de Mafra, também contrata pela ALL, estão trabalhando no local do descarrilamento desde a madrugada deste domingo.
Acir explica ainda que cada vagão tombado levava um contêiner carregado com cerca de 70 toneladas de soja. Grande parte da carga se espalhou depois do descarrilamento e deve ser recolhida manualmente pelos funcionários da Concerg. Parte da carga que caiu dos vagões será levada em caminhões para um depósito da ALL em Curitiba e a outra parte, que ficou ainda dentro dos contêineres, será encaminhada para o porto de São Francisco. Toda a carga era segurada. 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Vale do Itajaí completa seis meses da enchente com avanço em projetos de prevenção

Desde setembro de 2011, projetos de alerta e contenção de cheias foram anunciados


Em Rio do Sul, moradores ainda precisam atravessar de barco local 
onde ponte caiu.
Gilmar de Souza / Agencia RBS


Nesta semana, a última enchente que o Vale do Itajaí enfrentou completa seis meses. Desde então, os municípios enfrentam a burocracia para recuperar a infraestrutura. E a preocupação em alertar com antecedência os desastres fez projetos importantes avançarem.

>> Confira como está o andamento dos principais projetos de prevenção e recuperação depois da enchente de setembro de 2011 <<

 
Em seis meses, o Estado está capacitando as Defesas Civil regionais, os municípios menores estão mais atentos aos riscos e novos sistemas de alertas estão previstos ao longo da Bacia do Rio Itajaí.

Coordenador do Centro de Operação do Sistema de Alerta (Ceops), da Furb, o engenheiro hidrólogo Ademar Cordero garante que, em 30 anos dedicados aos serviços de alerta, nunca presenciou um momento em que tantos investimentos simultâneos foram feitos após a ocorrência de um desastre.
— Devido à sequência de desastres que aconteceram no país e no Estado nos últimos anos, os governos estão mais atentos e perceberam a importância de investir na prevenção. Não vi isso nem mesmo após as grandes cheias da década de 1980 —explica.

Embora ainda não sejam uma realidade, nos últimos seis meses houve avanços em projetos preventivos pelo Vale. No mês passado, o governo do Estado lançou licitação para desenvolver os planos de engenharia de três obras que compõem a primeira etapa do Projeto Jica.

Entre elas estão a ampliação da capacidade das barragens de Taió e Ituporanga, a construção de comportas no Rio Itajaí-Mirim e a aquisição de radar meteorológico para prever chuvas com até três horas de antecedência.

Mas o prazo de conclusão da primeira etapa, que abrange outras quatro obras preventivas, deve ser concluído apenas em 2016.

Nos seis meses desde a enchente, Rio do Sul mapeou as áreas de risco, Blumenau refaz o estudo para atualizar as cotas de enchente, que já baixaram de 8 para 7 metros, e também abriu licitação para prosseguir com as obras de recuperação da margem esquerda do Itajaí-Açu.

Confira a reportagem completa, em três páginas, na edição desta sexta-feira do Santa

 
JORNAL DE SANTA CATARINA