sexta-feira, 9 de março de 2012

Tempestade solar gera alerta e dá espetáculo na Terra

09/03/2012 | 06h49

Rajadas de radiação atingiram a Terra nesta quinta-feira e podem se prolongar pelos próximos dias

Tempestade solar gera alerta e dá espetáculo na Terra Bill Braden/AP Photo/The Canadian Press
Luzes foram vistas perto de Yellowknife, no Canadá Foto: Bill Braden / AP Photo/The Canadian Press
 
A maior tempestade solar em cinco anos levou companhias aéreas a desviarem, por precaução, seus voos e levantou temores de interrupções de energia e falhas em sistemas de GPS. Os efeitos na Terra, no entanto, foram menores do que os alertas dos cientistas.

Erupções no Sol ao longo da semana lançaram partículas ao espaço, as quais atingiram a Terra, nesta quinta-feira (8), às 7h45min (horário de Brasília), a uma velocidade de 6,4 milhões de km/h. A Nasa e outras agências espaciais advertiram que a tempestade poderia alterar os sistemas de posicionamento global (GPS), satélites e redes de energia, o que levou algumas companhias aéreas a mudarem suas rotas de voo próximas aos polos. Ontem, porém, houve apenas registro de breves apagões de rádio de alta frequência. A consequência mais visível foi uma impressionante aurora boreal, especialmente na Ásia Central.


Foto: Bill Braden, AP Photo/The Canadian Press

O campo magnético da Terra, que envolve o planeta, está em uma posição favorável para amenizar o impacto dos ventos solares que trazem radiação e partículas. Como à medida que o evento avança o campo se modifica, os possíveis efeitos da tempestade solar podem se prolongar. Há, ainda, alertas de que novas erupções poderão ocorrer esta semana, causando novas rajadas que também teriam potencial de afetar a Terra.

Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2012/03/tempestade-solar-gera-alerta-e-da-espetaculo-na-terra-3689619.html

ESPECIAL - Cerca de 50% das terras agrícolas do município estão em situação desregular

Com um contingente proporcionalmente maior de agricultores, as cidades de Corupá, Massaranduba e Schroeder estão buscando a adequação das suas propriedades rurais.

Pedro Henrique Leal
Publicado 09/03/2012 às 10:36:57 - Atualizado em 09/03/2012 às 11:16:39
 
Corupá: Averbação é gratuita, porém mais da metade das terras estão irregulares. 
(Fotos: Marcele Gouche)

Antes que se encerre o prazo para a averbação e que o novo Código Florestal entre em vigor, as cidades de Corupá, Massaranduba e Schroeder estão buscando a adequação de suas propriedades rurais. Porém, a falta histórica de aplicação da lei e a precariedade de informação aos agricultores dificultam o serviço. Em alguns casos, a produção chega a invadir o leito dos rios.
No município de Corupá, mesmo com a incerteza a respeito das mudanças no Código Florestal, o foco da Secretaria da Agricultura é garantir que os 3.183 moradores da região rural terminem a averbação das reservas legais e o mapeamento as APPs (Áreas de Preservação Permanente) antes que o prazo se encerre, no dia 11 de abril. Dos municípios do Vale do Itapocu, é o único a garantir a gratuidade do registro, que envolve 23% da população.
Porém, segundo o engenheiro agrônomo responsável por coordenar o programa de averbação, Thiago Vinícius Leal, cerca de 50 a 60% das terras agrícolas no município devem continuar em situação irregular.
“Aqui em Corupá são poucos produtores que respeitam as margens dos rios. E no caso dos ribeirões, só faltou plantar dentro da água. Se for forçar o afastamento, muitos terão que desistir e ir para a cidade”, afirma. Segundo Leal, mesmo que seja aprovada a isenção de averbação da reserva legal, ainda será cobrada a preservação de ao menos 20% da propriedade.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Denilson Pedrelli, o alto índice de ocupação irregular se deve a falta de conhecimento. “A legislação já existia, mas muitas pessoas sem saber da lei invadiram áreas onde não poderiam ser utilizadas”, explica, lembrando que, mesmo sem a fiscalização, a legislação deveria ter sido respeitada.
No seu entendimento, a proposta de reforma do código beneficia em muito os produtores rurais. “Porém nós temos muitos produtores que vão ter perdas com as APPs nos morros e no leito dos rios, e que esperam que sejam consolidadas ou que os limites sejam atenuados”, comenta.

Epagri nota irregularidade
O engenheiro agrônomo e inspetor do Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), George Livramento, avalia que o impacto da aplicação do código pode ser ainda maior: até 70% das propriedades rurais de Corupá estariam invadindo áreas destinadas a preservação. “A maioria dos terrenos está sendo usado para cultivo perto demais dos rios ou nas encostas dos morros”, explica.
Outra questão preocupante, segundo o engenheiro, é a isenção da reserva legal para propriedades de pequeno porte. “Os agricultores familiares estariam dispensados da averbação, mas o ideal seria que a reserva legal pudesse incluir às áreas de APP. Desta maneira, temos a reserva sem que o pequeno agricultor fique sem terreno”, afirma.
Ele destaca ainda que nem todas as pequenas propriedades devam ser enquadradas como agricultura familiar. Isso porque, muitos pequenos produtores têm fontes de renda fora da produção rural, como familiares trabalhando fora, ou em micro empresas.
O impacto maior, diz Livramento, deve ser para a bananicultura, o principal produto agrícola do município: se aplicado o código atual, em torno de 65% dos bananais teriam de ser abandonados.
Mesmo com o novo código, ainda seriam perdidas 15% das terras. “Por isso tem que ser muito bem estudado como serão definidas as APPs para não deixar os agricultores sem produção”, comenta, lembrando que a regularização das áreas já consolidadas é extremamente importante para a região.  A reportagem tentou contatar a Asbanco (Associação dos Bananicultores de Corupá), mas não obteve resposta.

Sindicato questiona preservação
Enquanto em outros municípios os sindicatos ruralistas defendem a importância da preservação, mas criticam as consequências para os agricultores, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Massaranduba, Lúcio Stolf, é mais áspero. Na sua leitura, mesmo com o novo código, o impacto será excessivo.
“As palmeiras e as bananeiras, em especial, vão se perder tudo, já que o cultivo é nos morros, que serão APP”, crítica, antes de questionar a relevância da preservação. “Aqui em Santa Catarina já temos 51% de mata preservada, precisa de mais?”, pergunta.  Dos 14.674 habitantes de Massaranduba, 7.068 (48,16%) vivem na região rural.
De acordo com o secretário da Agricultura, Fábio Baldussi, se não forem regularizadas, as APPs devem prejudicar a maioria dos agricultores de Massaranduba. “Se manter a lei dos 30 metros nos leitos dos rios, Massaranduba vai ter um prejuízo descomunal, por que tem várias propriedades com dois, três rios dentro”, comenta, lembrando que mesmo com 15 metros as perdas devem ser consideráveis.
De acordo com Baldussi, 90% dos terrenos do município se enquadrariam para a isenção da reserva legal.  “O grande problema se não houver a isenção é que a maioria das escrituras foram repassadas desde o bisavô, medidas com corda, e tem muitos erros”, afirma.
Mas para Stolf, independente da isenção, muitas propriedades devem ser inviabilizadas. “Com o número de córregos que tem na região, muitas propriedades serão inviabilizadas pelo afastamento”, alega. O sindicato aguarda a aprovação do código para definir como irá lidar com as restrições.

Área urbana está congelada, diz líder sindical
O secretário de Planejamento de Massaranduba, Fabiano Spézia, explica que o município já está preparado para aplicar o código na área urbana. “Nós já tomamos a decisão de seguir o código em toda a área urbana, e agora estamos resolvendo as situações que já estavam irregulares”, conta.
O poder público determinou no ano passado o congelamento da imagem atual, e está mapeando o território urbano com a ajuda do Estado. “Daqui para frente, qualquer coisa além da imagem que já existe terá que respeitar o código”, afirma. O que já está dentro das APPs será analisado caso a caso, para analisar se há a possibilidade de compensação.

Fonte: http://www.ocorreiodopovo.com.br/codigo-florestal/especial-cerca-de-50-das-terras-agricolas-do-municipio-estao-em-situacao-desregular-8186677.html
 

Turbina eólica voadora vai buscar ventos nas alturas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/03/2012

 
Seus criadores a chamam de pipa, ela se parece com um avião, mas é na verdade uma turbina eólica voadora. [Imagem: Makani Power]

Pipa eólica

Uma empresa emergente acaba de demonstrar com sucesso que o seu projeto inovador de uma "pipa" geradora de energia funciona de verdade.

A pipa, que mais se parece com um avião, foi projetada para voar ancorada por um cabo especial, formado externamente por fibras muito resistentes, para segurar a pipa eólica, e internamente por fios condutores, para trazer a energia gerada para baixo.

Conceitualmente, trata-se de uma turbina eólica voadora, com a mesma área útil - a área das lâminas do rotor, para aproveitar os ventos - que uma turbina eólica terrestre comum.


Turbina eólica voadora

Mas há algumas vantagens significativas.

A primeira é que a pipa eólica ficará a uma altitude entre 250 e 600 metros, onde os ventos são mais fortes e mais consistentes em qualquer parte da Terra.

A segunda é que sua parte avião garante um controle preciso das suas asas e flaps, colocando-a em um voo circular, o que significa que ela se adapta continuamente às variações do vento.


Turbina eólica voadora vai buscar ventos nas alturas
A turbina eólica voadora possui controles automatizados de voo que a permitem realizar continuamente uma trajetória circular, funcionando sempre como a ponta da pá de uma turbina eólica convencional. [Imagem: Makani Power]

Apesar de corresponder a uma turbina eólica terrestre em termos de potência, as pás da turbina eólica voadora exigem apenas 10% do material em sua construção.

Isso, segundo a Makani Power, responsável pelo projeto, garante que uma de suas AWTs (Airborne Wind Turbine) custa menos do que uma turbina convencional.

Os cálculos indicam que a ponta de cada uma das pás de uma turbina eólica é a parte responsável pela maior parte da geração de energia - é por isso que elas são cada vez maiores, de forma a ampliar seu raio de ação.

"A turbina eólica voadora da Makani tira proveito desse princípio, colocando pares de pequenas turbinas/geradores sobre uma asa, ela própria funcionando como a ponta da pá de uma turbina eólica convencional. A asa voa através do vento em círculos verticais, ampliando a capacidade de geração," afirmam os engenheiros da empresa.


Turbina eólica voadora vai buscar ventos nas alturas
A empresa agora está trabalhando na construção de um protótipo capaz de gerar 600 kW. [Imagem: Makani Power]

Libélula e helicóptero

Uma das possibilidades de uso inclui manter a pipa-avião-eólica ancorada sobre bases instaladas no mar.

Quando os ventos não forem favoráveis, ela pode se recolher automaticamente, pousando como uma libélula sobre essa base.

Quando as condições de vento se normalizarem, ela usa seus geradores como motores, e suas pás como hélices, para subir como um helicóptero. Ao "pegar o vento", ela passa automaticamente ao modo gerador de energia.

Tendo realizado com sucesso os primeiros testes, a empresa afirma que agora está trabalhando em um protótipo de 600 kW.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=turbina-eolica-voadora&id=010115120305&ebol=sim